NP#065 | NO PELOURINHO E NO ACARAJÉ, AS REVOLTAS BAHIANAS - Família NP De Podcasts

[spreaker type=player resource="episode_id=15414930" width="100%" height="350px" theme="light" playlist="show" playlist-continuous="false" autoplay="false" live-autoplay="false" chapters-image="true" episode-image-position="right" hide-logo="true" hide-likes="false" hide-comments="false" hide-sharing="false" cover="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/images.spreaker.com/original/733b8cd8253ac020de087716f5d8a165.jpg"]

Link para Download do Arquivo

Este podcasts é em homenagem a um grande amigo e ouvinte, que faleceu no dia 25/06, Manolo, um grande músico e conhecedor de fatos e usuário Linux, que acima de tudo gostava de duas coisas, a sua Bahia e ser rabugento.

Seja um Patrão da Família NP!:

Deixem seus comentários e nos sigam nas redes sociais!
*** FEED ***
http://www.npcast.com.br/feed/podcast/

*** REDES SOCIAIS ***
Grupo no Telegram: https://t.me/FamiliaNP
Grupo no WhattsApp: https://chat.whatsapp.com/1syvQgHqFZWCQVedCAN3HK
Np Cast: https://twitter.com/familia_np | https://fb.me/afamilianp
Trabuco: http://twitter.com/SeuTrabuco | http://fb.com/SeuTrabuco
Eldake: http://twitter.com/Eldakee | https://www.facebook.com/elton.t.alves

A Bahia é o estado mais tranquilo do Brasil, toda vez que o brasileiro quer mostrar para o mundo, o quanto somos um pais festeiros, a Globo abre um link para o Pelourinho com o Canuto mostrando o Olodum e seus tambores, a Bahia é sempre referência em alegria e festividade, mas o estado que originou o Brasil nem sempre foi só festas, muitas revoltas e guerras ocorreram neste território, iniciando dentro do seus domínios ou se estendo por ele, e por isso separamos aqui alguns dos principais fatos históricos bélicos baianos:

Conjuração Baiana:



A Conjuração Baiana, também chamada de Revolta dos Alfaiates, ocorreu em 1798, em Salvador.
Assim como a Conjuração Mineira, foi um movimento separatista, influenciado pelas ideias iluministas e desejava a proclamação da República.
Porém, ao contrário daquela, esta teve maior participação popular e defendia o fim da escravidão. A conjuração contou com a participação de sapateiros, alfaiates, bordadores, ex-escravos e escravos.

As principais causas, foram: Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais e alimentos. Além disso, reclamavam da falta de determinados alimentos. Também reclamavam de uma forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.
Os principais Objetivos eram a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal, a implantação da República, liberdade comercial no mercado interno e também com o exterior, Liberdade e igualdade entre as pessoas, ou seja abolição dos privilégios sociais e também da escravidão e aumento de salários para os soldados.
Seus Líderes eram o médico, político e filósofo baiano Cipriano Barata,
o soldado Luís Gonzaga das Virgens e os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento.
A Revolta estava marcada, porém um dos integrantes do movimento, o ferreiro José da Veiga, delatou o movimento para o governador, relatando o dia e a hora em que aconteceria.
O governo baiano organizou as forças militares para debelar o movimento antes que a revolta ocorresse. Vários revoltosos foram presos. Muitos foram expulsos do Brasil, porém quatro foram executados na Praça da Piedade em Salvador.

Revolução Liberal de 1821:



A Revolução Liberal de 1821, foi uma adesão de Salvador ao movimento que ocorrera em Portugal, na região do Porto, que exigiu a volta de D. João VI para aquele país.
No caso baiano, o movimento exigia uma Constituição para o país e teve participação de Cipriano Barata, José Pedro de Alcântara e o capitão João Ribeiro Neves.
Em solo português, na cidade de Lisboa, em 1820 iniciou-se uma revolta que exigia a volta do rei a Portugal e a formação de uma Assembleia Constituinte para fundamentar a administração do novo governo pós-restauração.
Com receio de perder o trono português, Dom João VI retornou à Lisboa, deixando seu filho Dom Pedro I no Governo do Brasil.
Em Portugal, a formação das Cortes para elaborar uma Constituição de caráter liberal também se caracterizou por uma proposta de subordinação da Coroa ao Legislativo, criando uma espécie de Monarquia Constitucional.
Além disso, intentaram empreender a recolonização do Brasil e restaurar sua antiga condição de colônia portuguesa.
O tira saiu pela culatra, as pressões exercidas em Portugal concorreram para um movimento que impulsionou o processo de Independência do Brasil em 1822 e à Independência da Bahia, em 1823, como vamos ver agora;

Federação dos Guanais:



A Federação dos Guanais aconteceu entre 1821 e 1823 em terra baiana e caracteriza-se por ser uma revolta nativista, ou seja, conflito entre os portugueses e os nativos brasileiros que aqui viviam.
Tinha como objetivo liberar os escravos, instaurar uma República e um governo que fosse igualitário;
Serviu como um estimulo para que os baianos lutassem pela independência do estado através de revoltas.
A Bahia ganhou então a sua independência em 1823 em relação a Portugal.
Em todo o país eram planejados levantes e revoltas. Para conter esse estado de emergência e baderna, em 1831 deu-se início a Regência Trina Permanente que tinha como objetivo garantir o equilíbrio político e regional.
Parecia que tudo ia bem e as coisas estavam funcionando, até que grupos políticos passaram a reivindicar a favor de seus ideais, causando motins, muitas vezes sendo apoiados pelas tropas. Foi a partir dessa situação que eclodiu a revolta na Bahia.
O capitão Bernardo Miguel Guanais Mineiro e de Carmo Sucupira tinha como meta criar programas de reforma políticas através da implantação de um sistema federal do governo.
Liderando a revolta, o capitão conquistou a vila de Cachoeira, lugar onde resistiu por uma semana as fortes investidas que sofria do governo provincial para que se entregasse.
Com o cerco fechado, Guanais foi levado preso para o Forte do Mar, em Salvador, junto com mais oitenta integrantes do seu movimento.
Não demorou muito para que ele e os outros presos tomassem o forte, içassem uma bandeira de listras verticais, sendo uma listra azul entre duas brancas e em seguida iniciassem uma guerra contra Salvador, bombardeando cantos da cidade. Foram quatro dias até serem finalmente dominados.
A Federação não deu muito certo, mas motivou em seguida a Sabinada, que falaremos daqui a pouco.

Revolta dos Malês:



A Revolta dos Malês foi uma das inúmeras rebeliões promovidas por escravos durante o Período Regencial. O motim ocorreu na cidade de Salvador, entre os dias 24 e 25 de janeiro de 1835 (no fim do mês sagrado do Ramadã), há exatos 180 anos.
Os malês eram formados por libertos e escravos africanos, principalmente, os negros de ganho, escravos que tinham mais liberdade do que os negros das fazendas para circular pela cidade, o que não os livrava de serem constantemente alvejados pelo desprezo e pela violência.
Esses escravos que desempenhavam atividades livres, como alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros, a partir das quais poderiam economizar uma pequena parte dos ganhos que seus donos lhes deixavam, para comprar sua alforria, dominavam a leitura e a escrita em árabe. “Malê” é a corruptela do termo iorubá imalê, que quer dizer muçulmano.
O levante reuniu cerca entre 600 e 1500 negros, dependendo de sua fonte, e foi composto por escravos africanos de várias etnias, com protagonismo de nagôs ou iorubas, e hauçás ou huassaás.
Os líderes nagôs eram os escravos Ahuna, Pacifico Licutan, Sule ou Nicobé, Dassalu ou Damalu, Aprígio, Pai Inácio e Gustard. Também nagô era o liberto Manuel Calafate. Os outros eram o escravo tapa Luís Sanim e o liberto hauçá Elesbão do Carmo ou Dandará.

O objetivo da revolta era tomar o poder, impor o islamismo, assassinar e confiscar os bens de brancos e mulatos e escravizar os não-mulçumanos.
A ideia era conquistar primeiro a cidade de Salvador e de lá seguir partir para a conquista dos engenhos do Recôncavo baiano.

O movimento teria sido planejado em reuniões organizadas pelos escravos livres, com a desculpa de praticarem exercícios de leitura e escrita corânicas, então eles dividiam tempo com rezas e conspirações.

Suspeita-se que algum integrante tenha delatado o próprio movimento. Ao procurar sair da cidade, um grupo de mais de quinhentos revoltosos, entre escravos e libertos, foi barrado na vizinhança do Quartel de Cavalaria em Água dos Meninos, onde se deram os combates decisivos, vencidos pelas forças oficiais, mais numerosas e bem armadas.

Foram mortos 70 revoltosos e sete homens das tropas oficiais. Quase 3 centenas de malês foram presos e julgados. As penas aplicadas variaram de açoites, trabalhos forçados até a deportação para a África e a condenação à morte (o que foi sentenciado aos líderes).

Outra consequência da Revolta foi a proibição da circulação noturna dos africanos mulçumanos pelas ruas da capital da província da Bahia e a proibição da prática de cerimônias religiosas pelos adeptos do Islã.

Sabinada:



A Sabinada foi um movimento contrário à Regência ocorrido entre 1837 e 1838 na Bahia.
O médico e jornalista Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira foi o principal mentor da revolta, que não desejava a independência da província da Bahia, mas sim a instalação de uma república independente do Império Brasileiro até o fim da Regência.
Causas da Sabinada, assim como em outras revoltas brasileiras da época, ela surgiu principalmente pelo descaso dos governantes da época, no caso, o governador Francisco de Souza Paraíso, que segundo os revoltosos, agia de forma despótica e repressora.
Em 1837 começaram as discussões para a implantação do Ato Adicional, que mudaria muitas coisas na Constituição promulgada por D. Pedro I, assim como mudou a Regência Trina para Regência Una, instituindo o mandato de quatro anos para o regente. Como as discussões do Ato Adicional duraram até 1840, na época abriu-se uma brecha, um vácuo de indecisão política no Império que impulsionou atitudes como a de Francisco Sabino.
Outro fato que deixou muitos descontentes foi o alistamento militar imposto pela Regência para combater a Revolução Farroupilha no sul do país.
O início da revolta aconteceu após o líder gaúcho Bento Gonçalves, conseguir fugir com o auxilio dos sabinos, foi um dos estopins da revolta. Francisco Sabino, quando ficou preso no Rio Grande do Sul entre os anos de 1834 e 1837, teve contato com os ideais farroupilhas, conheceu e iniciou uma amizade com Bento Gonçalves. Este, por sua vez, foi capturado pelo Império em 1836, enviado para o Rio de Janeiro e depois para a Bahia, onde ficou até ser libertado pela Sabinada.
Sabino, auxiliado por parte dos militares de Salvador, conseguiu expulsar o governo provincial em 7 de novembro de 1837 e proclamou a República Bahiense.

Talvez o maior erro dos revoltosos foi não ter envolvido mais a população no movimento. Na época os intelectuais e membros mais abastados da sociedade de Salvador — os mentores ao lado de Sabino, como o político João Carneiro da Silva Rego, o advogado Inocêncio da Rocha Galvão e os militares Luiz Antônio Barbosa de Almeida e José Duarte da Silva — discutiram a possibilidade de manter o apoio popular à margem da revolta.

Ao tomar conhecimento da revolta, o regente Diogo Feijó começou a reunir e organizar as tropas para acabar com o movimento em Salvador.

O tempo que durou a Sabinada foi exatamente o tempo que as tropas imperiais demoraram para organizar a ação militar. Uma ofensiva conjunta por terra e mar teve início dia 13 de março de 1838 e durou até o dia 15 do mesmo mês. E foi uma ofensiva violenta, liderada pelo comandante Crisóstomo Calado, com várias casas queimadas, cerca de mil mortos e trezentos feridos, muitos deles pessoas que nem tinham muita vontade inicialmente de lutar ao lado dos republicanos, mas, sem opção frente ao cerco do exército imperial, tiveram que lutar.

Três líderes foram condenados à morte e outros tantos condenados à prisão perpétua, mas todas as penas foram convertidas em degredo em regiões mais isoladas do Brasil.
Francisco Sabino foi condenado ao exílio na província do Mato Grosso, outros líderes e participantes da revolta, como Daniel Gomes de Freitas, Francisco José da Rocha, João Rios Ferreira e Manoel Gomes Pereira conseguiram fugir da prisão e foram ajudar os farroupilhas no Sul.

Motim da Carne sem Osso:



Aconteceu na Bahia em fevereiro de 1858. Uma multidão enfurecida gritava palavras de ordem na rua “carne sem osso, farinha sem caroço” expondo para os governantes a sua insatisfação com o preço e a qualidade da carne verde, e também o da farinha.

Tudo começou quando o Arcebispo Dom Romualdo de Seixas teve a infeliz ideia de trazer da Europa irmãs da caridade para cuidar dos doentes no Hospital da Misericórdia. As irmãs abusavam dos maus tratos às órfãs pobres recolhidas na Santa Casa, as moças revoltadas foram à janela gritar por socorro.

Os rapazes que passavam pela rua fizeram grande escândalo, em defesa das moças, provocando a intervenção de Dom Romualdo que transferiu as órfãs insubordinadas para o Convento da Lapa.

Uma passeata de apoio as moças foi organizada com grande adesão popular, que aproveitou o movimento para pedir também farinha barata, iluminação pública e estradas de ferro.

O Governo reagiu com cavalaria pesada encima dos manifestantes, mas de nada adiantou. O povo invadiu a Câmara gritando as palavras “carne sem osso, farinha sem caroço”. O Governador reagiu com ordem de dispensar o povo a golpes de espada e a coiçes de cavalo. Um grande corre-corre aconteceu, fazendo com que na fuga uma enorme quantidade de chinelos fossem abandonados, dando então a esta revolta o seu outro nome: “Sedição dos Chinelos”.

Guerra de Canudos:



A Guerra de Canudos, aconteceu entre, 7 de novembro de 1896, a 5 de outubro de 1897.
Foi um dos acontecimentos mais emblemáticos do início do período republicano no Brasil. Ela leva esse nome por ter sido travada no Arraial de Canudos, no sertão da Bahia. – uma comunidade autônoma então liderada pelo religioso Antônio Conselheiro.
Em poucos anos, uma multidão de peregrinos começou a circundar a figura de Conselheiro, o que acabou tornando-se uma organização político-religiosa, paralela à República e à Igreja.
O primeiro assentamento dessa organização chamou-se Arraial de Bom Jesus (hoje, Crisópolis, na Bahia), nos anos finais do Império. Ainda nessa época (do Império) começaram as primeiras preocupações com Conselheiro, tanto por parte do Estado quanto por parte da Igreja. Quando aconteceu a Proclamação da República e a instalação do regime federativo, Conselheiro já havia organizado o Arraial de Canudos, também na Bahia, que contava com cerca de 25.000 pessoas. O Arraial, que também contava com jagunços bem armados, passou a ser visto como uma afronta, para o governo e a igreja.
O governo bahiano por duas vezes tentou derrotar os amotinados de Antonio Conselheiro, e por duas vezes as forças bahianas foram derrotadas.
O governador então apelou para as tropas federais. A derrota de duas expedições municipais com canhões e metralhadoras, em uma das quais morreu seu comandante – o coronel Moreira César –, provocou uma onda de protestos e de violência no Rio de Janeiro.

Para enfrentar Canudos, foi necessária uma expedição federal autorizada pelo então presidente da República, Prudente de Morais, com cerca de 8 mil homens, comandados pelo General Arthur Oscar. Tal expedição partiu em agosto de 1897 e o ponto alto da guerra ocorreu entre setembro e outubro. Como as tropas federais dispunham de melhores equipamentos, como canhões e metralhadoras, o Arraial foi sendo destruído aos poucos, e a população inteira (incluindo mulheres, idosos e crianças), massacrada.

Trilha Sonora:


"Matt's Blues" Kevin MacLeod (incompetech.com)
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

"Ultralounge" Kevin MacLeod (incompetech.com)
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

"No Good Layabout" Kevin MacLeod (incompetech.com)
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

"Acid Trumpet" Kevin MacLeod (incompetech.com)
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

"Dispersion Relation" Kevin MacLeod (incompetech.com)
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

"Nile's Blues" Kevin MacLeod (incompetech.com)
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

"Hustle" Kevin MacLeod (incompetech.com)
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Links e Referências:


https://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/guerra-canudos.htm
https://www.passeidireto.com/arquivo/40841178/guerra-dos-aimores
http://blogs.ibahia.com/a/blogs/memoriasdabahia/2013/06/25/a-revolta-do-povo-nas-ruas-de-salvador-manifestacoes-de-rua-no-seculo-xix/
https://historiazine.com/a-sabinada-6e13a6ef120b
http://www.palmares.gov.br/archives/40530
http://www.historiabrasileira.com/periodo-regencial/federacao-do-guanais/
https://www.passeidireto.com/arquivo/40841178/guerra-dos-aimores
https://www.infoescola.com/historia/revolucao-do-porto/
https://www.historiadobrasil.net/conjuracao_baiana.htm
https://www.passeidireto.com/arquivo/40841178/guerra-dos-aimores
https://pt.wikipedia.org/wiki/Levante_dos_Tupinambás
http://sinesiorgomes.blogspot.com/2017/04/revoltas-do-brasil-1555-guerra-dos.html
https://www.passeidireto.com/arquivo/40841178/guerra-dos-aimores
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Aimorés
https://www.infoescola.com/brasil-colonia/guerra-dos-aimores/
https://historiadigital.org/curiosidades/10-revoltas-que-ocorreram-na-bahia/

Comentários